Vivendo de Quilt: Checklist 10 Coisas que Você Precisa Saber para Começar a Quiltar

Será que dá para viver de quilt trabalhando em casa?

É muito comum que as pessoas que trabalham com artesanato comecem trabalhando em casa!

Esse tipo de empreendedorismo feminino ganha cada vez mais força, mas muitas vezes as pessoas erram nas coisas que parecem mais bobas.
Ainda mais quando a gente fala de quilt!
Quilt e quilting são artesanatos relativamente novos no Brasil e, por isso, são excelentes para começar!
Por serem novos, ainda oferecem muito espaço para crescer e fica fácil ter diferenciação no mercado 🙂
Então, mesmo que você seja super iniciante, você já pode dar o primeiro pontapé com essa lista abaixo:

1. ORGANIZAÇÃO DO TEMPO

Uma das maiores dificuldades sobre trabalhar em casa é justamente a organização do tempo.

Quem já trabalhou em casa, já deve ter sentido na pele: as tarefas de casa estão sempre tomando conta de uma parte de nossa atenção. É como se a louça na pia gritasse nosso nome o tempo todo.
Isso sem contar as possíveis constantes interrupções: é campainha tocando, é cachorro latindo, é gente pedindo atenção…

Mas a notícia boa é que tudo isso tem solução.

Então a primeira coisa a fazer é: você precisa entender que trabalho é trabalho.
Ou seja: a hora de trabalhar não é a hora de pensar na louça, de brincar com o cachorro, de tagarelar com o vizinho.

Aqui, a gente sempre tenta impor o seguinte limite: se a gente tivesse que sair de casa para trabalhar, a gente não pensaria que deixamos aquele único prato opressor sujo dentro da pia.
E se a gente saísse de casa para trabalhar, vizinho/mãe/pai/filho/parente/ ninguém ia aparecer na porta do trabalho para bater um papo.

Por isso, é exatamente assim que a gente deve se portar quando trabalha em casa!

Então como é possível fingir que trabalha fora de casa quando a nossa cama está logo ali no cômodo do lado?

Primeiramente, você pode usar uma roupa diferente.
Isto é, se você fosse trabalhar fora de casa, você não iria de pijamas. Então não trabalhe de pijamas em casa também!
Não precisa vestir nada muito elegante, não. Mas você pode separar uma roupa que você só usa no trabalho e isso ajudará o seu cérebro a encarar a atividade como sendo trabalho de fato!

Em segundo lugar, você pode deixar as outras tarefas da casa em dia antes de começar o trabalho.

Se você já sabe que aquela xícara suja na pia vai te oprimir o dia inteiro, deixe toda a louça lavada antes de iniciar sua dedicação ao seu maravilhoso quilt. Assim, você terá menos distrações!

2. ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO

Ainda relacionado à dificuldade de se concentrar na hora do trabalho estando em casa, o espaço também é um fator muito importante.

Para te ajudar a se centrar, o que você pode fazer é ter um local da casa que É o seu trabalho.

No caso de viver de quilt, nós estamos nos referindo ao seu ateliê de costura.
É muito comum que ele seja um cômodo da sua casa. Se não, é no mínimo um canto muito bem “dominado” pela sua máquina de costura, tecidos e afins.

Nesse caso, é essencial que você encare o seu ateliê com a máxima seriedade na hora de trabalhar.
Ou seja: você pode, sim, colocar um aviso de “não perturbe” na porta do seu ateliê.

Se alguém decidir vir conversar à toa, vai se deparar com um aviso bem na porta e pensará duas vezes antes de te interromper.

Por outro lado, se isso não resolver, uma organização de espaço que pode te ajudar é manter sua cadeira virada de costas para a porta.

Isso vai ajudar os outros viventes da casa a entender que você não está disponível. Além disso, também vai ajudar você a se concentrar, já que não vai ficar vendo gente passando dali para lá o dia todo.

Da mesma forma, só fique em uma posição de olhar pela janela se na frente tiver só um belo jardim ou coisa que o valha. Se for para ficar vendo uma rua movimentada, também é preferível ficar de costas para essa janela.

Ao trabalhar em casa com quilt, todo cuidado é pouco na hora de manter a concentração!

3. ESCOLHA DE TECIDO E MANTA PARA SEU QUILT

Agora entrando de cabeça no mundo do quilt mesmo, vamos começar com uma das coisas mais importantes: a escolha de tecido e linha.

O tecido é o que vai dar a “cara” do seu quilt, então é fundamental escolher o tecido direito.
Por exemplo, se eu fizer um quilt infantil, eu não vou escolher tecidos muito sóbrios, muito escuros.
Da mesma forma, se eu fizer um quilt de bodas de 50 anos, não vou escolher tecidos de estampas de circo, ursinhos ou balões.

Além disso, a escolha da manta vai impactar diretamente no seu quilt.
A manta sempre deve ser determinada pelo tipo de peça que vamos fazer.
Ela fica no meio dos tecidos e é ela ajuda a definir “como” essa peça vai ficar.
Por exemplo, uma colcha de cama vai ter uma manta diferente de um jogo americano.
Igualmente, uma bolsa que fique em pé vai ter uma manta diferente de uma mantinha infantil.

4. ESCOLHA DE LINHA

Como um quilt só existe se tiver quilting (a tal da “costura decorativa”) e como quilting É linha, essa é outra escolha fundamental.

Além das várias cores de linha, existem também diferentes tipos de linha.
Para iniciantes, nós sempre recomendamos a linha trilobal para fazer o quilting.

Então vai restar escolher a cor da linha: você pode usar uma cor parecida com a cor do tecido e o quilting não vai aparecer muito.
Ou, por outro lado, você pode escolher uma cor diferente da cor do tecido e o quilting deve aparecer mais!

Então essa escolha vai depender do grau de quilting ostentação que você quer para esse quilt!

5. PREPARO DA MÁQUINA DE COSTURA

Qualquer máquina de costura pode ser usada para fazer quilting.

Porém, é preciso fazer algumas adaptações na máquina, que são rápidas e fáceis e qualquer uma pode fazer em sua própria máquina!

Primeiramente, é preciso trocar o pezinho por um de quilting livre.
Afinal, não dá para usar o mesmo calcador de costura reta para fazer o quilting livre!
Para isso, basta soltar o parafuso que prende o calcador 🙂

Em segundo lugar, é preciso colocar o comprimento do ponto no tamanho zero – ou o mais próximo disso!

Feito isso, você já consegue começar a fazer quilting em qualquer máquina de costura.

Ainda assim, se você quiser mais detalhes sobre esses três últimos tópicos, você pode conhecer o SOS do Quilting na Universidade de Quilting OQS.

6. VALORIZAÇÃO DO QUILT

Um quilt pode ser feito com o famoso “matelassê”, o quilting feito só com costura reta.

Mas você vai perceber que o quilting livre valoriza muito mais essa peça final.
Com quilting livre, a gente consegue fazer vários desenhos diferentes que vão combinar com o quilt.

Por exemplo, se eu fizer um quilt infantil com tema de avião, eu posso fazer quilting de nuvens.
O quilting ajuda a “dar leitura” para essa peça. Ele complementa o sentido da peça e deixa o todo mais harmonioso.

Só o fato de você produzir um quilt como esse (avião com quilting de nuvens) já aumenta a percepção de valor do seu trabalho. E, portanto, aumenta também o preço que você pode vender esse quilt 🙂

7. TREINO DOS MOVIMENTOS

Agora sim! A parte mais crucial para um excelente quilting é o treino de movimentos.

Esse treino consiste em literalmente treinar antes de sentar na máquina e começar o quilting.

Para um quilt muito mais bonito, o treino e o projeto são essenciais!
Aqui, a gente diz que a etapa do quilting começa antes da máquina: começa com treino e projeto.

O treino e projeto é que vão absorver erros que aconteceriam na máquina.
Por isso, eles são indispensáveis para quem quer fazer um novo quilt sempre melhor do que o anterior 🙂

Se você quiser entender melhor sobre projeto de quilting, leia aqui outro artigo que explica mais sobre isso.

8. DETALHES QUE ENCANTAM

Depois do quilt todo pronto, você ainda pode contar com outros detalhes que ajudam a valorizar o seu trabalho.

Como, por exemplo, escrever um bilhete para a cliente, usar uma tag da sua marca, embalar o quilt bem bonito.

Vamos imaginar ainda o quilt infantil de avião: você poderia escrever “Espero que esse avião te leve tão alto quanto seus sonhos”.
É um recado para a criança, claro, e talvez ela não entenda. Mas os responsáveis por essa criança vão entender e quem é que não gosta de um mimo extra para sua criança?!

Por outro lado, quando falamos sobre “embalagem” é importante lembrar: sem desperdícios.
Use o que for necessário, mas não precisa ficar colocando um monte de fita, um monte de glitter, várias camadas de papéis e afins, ou seja lá o que for.
Não corra o risco da sua embalagem acabar virando “lixo”. Ao invés disso, prefira embalagens que também agregam valor ao seu quilt: como o caso de embalagens reutilizáveis, por exemplo.

9. PRECIFICAÇÃO DO QUILT

O momento pelo qual todas estavam esperando: o preço desse quilt vai ser qual?

Você não deve precificar baseando somente nos materiais que usou, como tecidos, manta e linha.

Você precisa incluir todo o processo de produção desse quilt.
Então deve incluir também o preço da embalagem, bem como os “custos invisíveis”.
Esses custos são, por exemplo, manutenção da máquina de costura, eletricidade, aluguel, internet…
Mas… espera aí! Como assim aluguel?
Pois é, mesmo trabalhando em casa, é interessante você considerar que esse seu trabalho está alugando o seu ateliê de costura!
Isso já vai te ajudar a manter uma organização financeira na sua vida, separando o que é pessoal do que é trabalho.

Fora isso, o preço do seu quilt também precisa incluir o valor do salário e também um lucro!
Não caia na tentação de achar que o seu salário é o seu lucro. Não é.
Defina quanto você vai receber de salário por cada quilt e defina também quanto a sua empresa vai receber de lucro por cada quilt.

Igualmente, aqui a gente começa a entender que existe, sim, uma diferença entre o dinheiro que você ganha como pessoa e o dinheiro que a sua empresa ganha.
Mesmo quem empreende em casa deve considerar que o trabalho é uma empresa!
E toda empresa precisa ter lucro 🙂

10. DIVULGAÇÃO NAS REDES SOCIAIS

Por fim, você vai precisar tirar fotos do seu quilt para poder divulgar nas redes sociais.
Hoje em dia, as redes são as maneiras mais fáceis de colocar algo à venda, então é bom aproveitar!

E aqui fica ainda um adendo: mesmo que o quilt que você fez tenha sido uma encomenda, é importante fotografar e divulgar mesmo assim!

Você até poderia pensar: é uma encomenda e eu não preciso vender esse (porque já está vendido!)

Mas é interessante que as outras pessoas vejam que você fez a encomenda, que você vai entregar para a cliente, que você terminou e que ficou muito linda!
Isso traz credibilidade para você e, claro, ainda pode te trazer potenciais clientes que queiram encomendar algo parecido 🙂

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