Revenge of the Doodle

O processo de criação de quilts é muito interessante

A gente adora conhecer os porquês por trás das coisas, então decidimos contar mais sobre nosso quilt Revenge of the Doodle

Então vamos começar do começo, né?

Após quiltar alguns rostos – muitos de alunas e da própria Marina Landi – nós nos deparamos com uma ideia divertida: por que a gente não “picha” esses rostos com quilting mesmo?
Legal, né, mas ninguém ia deixar a agente “pichar” um rosto feito com o objetivo de ser visto!
O objetivo de quem faz esse tipo de arte têxtil é justamente que o rosto seja o destaque!

Então fomos obrigadas a uma atividade que não é de nosso costume: montar um topo.
Geralmente, a gente só quilta o topo de outras pessoas ou então quiltamos um pano único – para fazer as nossas wholeclothes.

Desta vez, então, nos aventuramos em um novo universo: o de montar os rostos e depois juntá-los em um topo com patch e arte.

Utilizamos a técnica ensinada pela própria Marina Landi para montar os rostos e tudo começou assim:
Que tal a gente montar rostos inspirados na Era de Ouro de Hollywood?
Pois bem! Olha só como foi o processo de criação desses rostos à lá Marina Landi:

Depois, foi só alegria!
Alfinetamos tudo na nossa Handi Quilter e começamos a quiltar.
Primeiro, como dissemos, a gente quiltou os rostos com linha invisível e as bordas entre os rostos com linha trilobal mesmo.

Mesmo em peças de concursos, a gente sempre tem a política da marcação mínima!

Somente alguns poucos pontos são suficientes para a gente quiltar uma borda elaborada como essa aí de cima.
Essa é uma das vantagens de sempre praticar: a gente quilta livremente com réguas, sem precisar marcar o desenho todo!
E para fazer essas marcações, a gente usou marcador que sai com água.

Depois de finalizar rostos e bordas, a gente tirou a peça da máquina para poder fotografar os detalhes do quilting.

Afinal, a gente criou um método para quiltar rostos e queríamos fotografar cada detalhezinho!
Para ver mais fotos do “antes” desse quilt, você pode clicar AQUI

E, depois dessa primeira etapa de botar na prática um método de quilting que desenvolvemos, a gente iria “pichar” com quilting – com linha preta – sobre todo esse topo!

Nós fizemos essa peça como uma brincadeira.
Nós queríamos testar esse nosso novo método para quiltar rostos, sim, claro, mas também queríamos nos divertir muito “pichando” esses rostos.

E a gente ama -ama, ama, ama – o Halloween.

E, olha outra coisa engraçada, Hollywood e Halloween tem uma certa semelhança na escrita.
Então todas as etapas desse trabalho – desde a montagem dos rostos, o quilting dos rostos e das bordas criadas com o patch – foi apenas uma base para o que viria a seguir e que era o nosso objetivo: transformar os astros de Hollywood em monstros do Halloween.

E começamos!

Primeiro, o lobisomem:

Nós inventamos e quiltamos a seguinte frase para o lobisomem:
“Moonlight is my favorite dressing”
E como esse quilt foi pensado para a categoria de humor dos concursos (Whimsical), a gente fez uma brincadeira com essa frase…
Ao pé da letra, quer dizer que “luar é meu tempero favorito”, pois é quando ele se transforma e tudo teria um gosto melhor durante as noites de lua cheia.
Além disso, “dressing” também é relativo a roupas.
E o lobisomem perde as roupas quando se transforma, então fica aí um duplo sentido para a frase, que poderia ser “luar é minha roupa favorita”

Depois, o Drácula:

Curiosidades:
1) o ator que interpretou o Drácula (Bela Lugosi) não falava inglês quando gravou as cenas do filme e a gente adora o sotaque dele!
2) nós quiltamos essa fala dele “I never drink… wine” (“eu nunca bebo… vinho”) porque é o que o Drácula responde quando o Renfield pergunta se ele também iria beber uma taça de vinho no jantar. E achamos que isso favorece o humor do quilt!

E que tal o monstro do Frankstein:

Também quiltamos as palavras que ele fala no filme, como “bread… wine… friend…”
(pão… vinho… amigo..)

Isso tudo ajuda a situar os monstros no nosso quilt!

Mas claro que não poderíamos manter os monstros somente nos rostos, não é mesmo?
Então quiltamos uma festa de Halloween por todo o quilt Revenge of the Doodle!

Esse nosso monstrinho aí de cima já é famoso aqui no Órbita!
Nós criamos este design poucos meses depois de começarmos a quiltar e ele é o nosso monstrinho-astro de peças infantis monstruosas.

E daí também vem o título do quilt “Revenge of the Doodle”

– uma analogia aos filmes “Revenge of the Virgins” (diretor Ed Wood)  e “Revenge of the Dead” (diretor Pupi Avati) – dois filmes B de horror que nós também amamos!
Afinal, como o próprio nome diz a “vingança do Rabisco” seria impiedosa e não deixaria nenhuma parte do quilt intacta!

E nós também escrevemos algumas frases que reforçariam ainda mais a inspiração cinematográfica.

Aqui, o “The End” é um grande clássico do cinema!
Ainda mais em filmes clássicos como os filmes que citamos no quilt Revenge of the Doodle.
E por falar nisso, a frase de humor da noiva do Frankstein é “Here comes the bride” (“Aí vem a noiva”) – uma frase muito comum em casamentos!
E também achamos engraçado por causa da música dos The Beatles – Here comes the Sun.
Então a gente ouvia a música na nossa cabeça enquanto quiltava isso!

E uma das coisas que mais gostamos sobre o quilt Revenge of the Doodle foi o forro.
Adoramos as cores do topo e tudo mais, lógico!

Mas… o forro é surpreendente porque mostra apenas os monstros.

Os rostos foram quiltados com linha invisível e os monstros com linha preta.
Então, no forro, a gente conseguiu uma enfase enorme para os monstros, para a transformação efetiva do quilting sobre este quilt, para o fato de que o quilting é o astro desse quilt.

Olha só a noiva do Frankstein de novo:

É claro que a gente espelhou a foto, para podermos ler as frases no forro também!
Mas o mais importante é o quilting dos monstros…
É interessante que, quando a gente sabe o que faz e se empenha, pequenos detalhes fazem toda a diferença!
Nós “criamos” esses monstros com somente alguns traços.
Note que os rostos tem toda a sombra, luz e formas dos rostos.
Tem detalhes de cabelo, olhos, nariz, boca…
É cheio de informação para poder transmitir efetivamente a ideia de um “rosto”.
Já o quilting dos monstros é totalmente clean.

É  um pouco daquilo “para um bom entendendor, meia palavra basta”, pois conseguimos captar o essencial de cada monstro para poder fazer a transformação de Hollywood para Halloween.

Além de mais algumas piadas, como o monstro do Frankstein perguntando “How do I look?” (“Como eu estou?” – em termos de aparência) e que é o nome de um tipo de programa televisivo bastante comum, em que uma stylist e equipe transformam uma mulher feia em uma mulher bela.
E o que gostamos de usar esse título aí é justamente porque o quilt Revenge of the Doodle também quer dizer que:

“E a beleza é subjetiva. Aqui, transformamos Hollywood em Halloween no nosso próprio programa e acho que os monstros são mais bonitos. Os dois são fabricados com maquiagem e tudo mais, mas pelo menos os monstros são mais interessantes e possuem uma personalidade própria. Você nunca vai confundir o lobisomem com o Drácula ou com o monstro de Frankstein. Mas você poderia facilmente confundir uma atriz bonita com outra…”

E a piadinha de que mais gostamos:
MOVieABLE QUILTING

Esse quase foi o título do quilt, mas achamos melhor não arriscar com a ortografia, que faz sentido quando se olha para o quilt Revenge of the Doodle, mas que poderia parecer um erro se visto apenas escrito.

E o que isso quer dizer? Cadê a graça?

Bem, a gente já disse várias vezes: “chamar essas máquinas profissionais sobre trilhos de longarm é um erro ao qual estamos acostumadas no Brasil”
O termo “longarm” refere-se exclusivamente ao tamanho da garganta da máquina.
Por exemplo, máquinas industriais possuem garganta maior do que domésticas e por isso é mais fácil quiltar com elas: tem mais espaço para enrolar o sanduíche dentro da máquina.

Já os termos “movable machine” ou “frame machine” referem-se ao tipo de funcionamento da máquina.
É quando colocamos a máquina sobre trilhos e quiltamos movendo a máquina, e não o sanduíche.

E filme em inglês é “movie”.
Então escrevemos MOVABLE MACHINE com a piada do filme no meio e ficou assim:
MOVIEABLE MACHINE

A gente acha que Revenge of the Doodle sintetiza muito do que acreditamos:
quilting é divertido
os monstros são muito mais legais
o quilting transforma

E o que você achou?
Dá para entender porque a gente não poderia fazer esse quilting transformador nas peças de outras pessoas, né?
Mas fica aí a dica: o quilting é poderoso assim, sim, e pode fazer Hollywood virar Halloween.

Esperamos que Revenge of the Doodle faça você rir, como fez a gente rir e aproveitar cada segundo de quilting.

por Aline Bugarin e Natasha Bugarin
– equipe OQS

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