Bethanne Nemesh – OQS entrevista

Sim, esse é o primeiro de uma série de posts incríveis “OQS entrevista”

Hoje é o dia de falar com ninguém mais ninguém menos do que a maravilhosa quilter Bethanne Nemesh

Se você ainda não conhece, prepare-se: o seu queixo vai cair!
A gente já falou dela antes aqui no blog, na nossa série “10 deusas do quilting” e você também pode (e deve!) acessar o site da Bethanne!

Mas a gente precisa confessar uma das maiores tristezas do nosso ano: a gente testou, gente, juro, e gravamos toda a nossa conversa com ela!
Foram 2:57 horas de conversa!!!
Foi incrível, lógico!
Mas a tecnologia às vezes prega umas peças na gente, né?
E por um imenso infortúnio, o áudio da Bethanne ficou intragável na gravação, realmente terrível.

Então o jeito é a gente se conformar com a entrevista escrita mesmo!
Vamos lá!!!

Antes de começar a quiltar, a Bethanne fazia faculdade de artes plásticas e era interessada pela área de esculturas.
Até que uma professora a mostrou que ela poderia fazer arte com tecido, e não perpetuar a mesmice dos projetos com “cara de vovó” que eram sempre tão replicados na época – mais de 20 anos atrás.
Essa professora era arqueóloga e ela transformava as descobertas das escavações em desenhos e depois tingia os tecidos.
Depois, ela transformava esses tecidos desenhados e tingidos artesanalmente em art quilts e foi por meio de todo esse processo que a Bethanne entrou para a vida de quilter:
ela viu que poderia fazer algo a mais, que poderia dar aos tecidos a cara que ela bem entendesse, que ela poderia se arriscar em outras áreas artísticas.

Isso a gente acha fundamental e sempre gosta de incentivar em nossas alunas:
dar asas à imaginação e transpor para o quilting (ou patchwork) aquilo que faz seu coração bater mais forte, e não necessariamente aquilo que está na moda ou que é o comumente aceito.

E é nesse espírito que a Bethanne cria os projetos de concurso: pensando no que ela quer fazer, e não na moda que está vencendo concursos!

Achamos isso muito legal, principalmente quando ela falou bastante sobre a moda dos cristais nos quilts.
Ela diz que não gosta particularmente dos cristais e por isso não fez uso deles mesmo quando os cristais eram praticamente obrigatórios para se ganhar um concurso.
E é claro que nada contra quem gosta dos cristais! – como a Aline, por exemplo, risos
O ponto é: se você gosta, faça! Se não gosta, não faça só porque é o que esperam que você faça.

Toda essa conscientização de quem você é como quilter e pessoa para poder transformar isso tudo em um quilt é muito fundamental para permitir a criação de quilts inovadores!

É por causa disso tudo que os quilts da Bethanne Nemesh são tão incríveis e únicos!

Inclusive, é por causa disso também que a Bethanne já foi premiada com o prêmio Masterpiece Quilt Award em 2015 com seu quilt October Sky.
A gente já tinha ouvido falar, mas não sabia exatamente o que era esse prêmio…
E ela nos explicou!
É o seguinte: os juraods dos concursos indicam trabalhos para serem avaliados por essa organização (segundo ela, uma “sociedade secreta”, risos) que premia o Masterpiece.
E então eles entram em contato com você e dizem:
“oi, o seu trabalho foi indicado, você pode enviar para a gente analisar?”
E pumba! Você envia a peça e se os jurados acharem que vale a pena, você recebe um super prêmio Masterpiece!

E falando ainda um pouco de concursos, é muito interessante notar também que o patchwork dos quilts da Bethanne são singelos, enquanto que o quilting é de detonar!
Bom, o motivo é: ela se mudou para a Pensilvânia em algum ponto de sua vida e lá a comunidade Amish é muito forte e dona de quase todas as lojas de tecidos.
Então a convivência dela com a cultura amish é refletida em seus quilts. E é por isso que o patchwork dela não é ultra-mega elaborado.
Como ela mesma diz, e não há quem discorde, o trabalho dela é para ser visto de perto. É um trabalho minuciuoso e detalhado de quilting.

Ah, e aliás, mais uma fofoca do universo dos concurso:
a Bethanne Nemesh já quiltava em máquina doméstica e já competia em shows com esses quilts antes de começar a quiltar em uma máquina móvel (vulgo longarm)

E isso é muito legal, porque ela conta como foi fácil, pois ela já sabia os aspectos técnicos e estéticos do quilting. Ela só precisou aprender a manipular uma nova ferramenta!
E é por isso que ela considera que ela tem um tipo de “vantagem” sobre as quilters que já começaram direto na máquina móvel e que competem em shows:
elas ainda precisam aprender todos os outros aspectos relativos ao quilting, que a própria Bethanne aprendeu a dominar e observar quiltando antes em máquina doméstica.

E outro aspecto extremanente fundamental que ela falou bastante na entrevista foi sua opinião sobre como ela acredita que faz mal para a indústria as pessoas postarem apenas fotos de peças utilitárias muitíssimo quiltadas, como se fossem todas as peças para show quilts.

Ela acredita que cada tipo de peça deve receber um tratamento específico de quilting.
Inclusive, ela nos disse que agora só está oferecendo o serviço de quilting de All Over, e já não quilta mais quilting customizado para clientes.
Que ela decidiu computadorizar a máquina para otimizar o tempo e se dedicar a outros projetos.
(ah, sim, isso é importante: nem toda longarm é computadorizada! o computador é algo a parte que deve ser instalado na máquina!)
Nós concordamos 100% com isso e sempre mencionamos: saber ler a peça e o uso da peça para poder criar um quilting de acordo.
Não adianta sair por aí quiltando só plumas de concurso em tudo que você encontrar pela frente!
Não adianta marcar toda sua peça e nunca adquirir consciência e domínio próprio do quilting!

E parece que a gente não consegue parar de falar sobre concurso e Bethanne Nemesh!

O mais legal é que a honestidade dela é quase brutal, risos
Quando perguntamos porque ela decidiu participar de concursos, ela respondeu:

Eu quero me sentir bem comigo mesma, com meu trabalho. E eu acho que ouvir outras pessoas dizendo que meus quilts são ótimos é uma maneira de me colocar nesse sentimento também!!

Além disso, ela também disse que considera que o quilting é uma profissão muito solitária.
Que ela às vezes passa meses sem ter uma conversa com outras pessoas além de quem vive na casa dela, o marido e os filhos.
Então ela acha que os concursos são uma maneira de sair e conversar com outras pessoas!

E por falar em marido de Bethanne Nemesh, ela nos contou uma história engraçada:
Certa vez, o sr. Nemesh estava em viagem na China e ele precisou ligar para a operadora do cartão de crédito.
Quando a atendente respondeu a dúvida dele, ela perguntou:
“Por acaso, você é parente de Bethanne Nemesh?”
E ela fala como é engraçada essa “fama” do mundo do quilting: ao mesmo tempo em que ela é famosa e conhecida por todo o globo terrestre, essa fama é muito restrita.
Ela não ganha tickets para shows, não ganha camarote para o teatro, não ganha nada de especial por causa dessa fama.

Foi uma conversa ultra prazerosa e nunca vamos nos perdoar por termos perdido o áudio da gravação!
É uma grande pena mesmo, porque a Bethanne, além de excelente quilter, é muito honesta e divertida. É realmente ótimo conversar com ela.

E para quem é aluna da UNIOQS, tem mais algumas coisas muuito ótimas da entrevista que a gente vai contar exclusivamente lá no FaceQuilter!!!

Isso mesmo! Se você é aluna, se prepare: o seu mundo vai chocar com o que nós ainda temos para contar sobre Bethanne Nemesh!!

bethanne nemesh oqs entrevista

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16 respostas

  1. Não conhecia o trabalho dela, maravilhoso, adorei a entrevista o sucesso é trabalho, dedicação e criatividade de muitos anos, de quem ama o que faz, parabéns meninas.

  2. Muito legal isso, meninas…em terra de egoismo e egos inflados, essa generosidade de vcs em crescer, levando junto outras pessoas q não tem oportunidade e facilidade nesse acesso c quilters internacional, é p corações grandiosos!!! Meu respeito e admiração!!!😘😘

  3. A Bethanne é simplesmente incrível!! Admiro o trabalho dela….pura inspiração!! Vou treinar o resto dessa encarnação pra na próxima chegar perto dela…..kkkkk

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